9 de mar. de 2009

Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves (Muritiba, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871) foi um poeta da terceira fase do romantismo no Brasil(também conhecida como Condoreirismo). Nasceu em Curralinho, um município brasileiro do estado da Bahia.Hoje o munícipío se Chama Castro Alves em homenagem ao autor.Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos".É um dos patronos da Academia Brasileira de Letras (cadeira número 7).


Faz estudos secundários no Ginásio Baiano.Entra em Direito(Recife),onde já começava sua campanha abolicionista,da qual,junto com Tobias Barreto,será o líder.Apaixona-se loucamente por Eugênia Câmara,atriz portuguesa, se tornando amante dela em 1866,e para ela escreve a peça Gonzaga ou Revolução de Minas,encenada em Salvador e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugênia. Na estréia de Gonzaga, dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.

Em janeiro de 1868, embarcou com Eugênia Câmara para o Rio, sendo recebido por José de Alencar e visitado por Machado de Assis. A imprensa publica troca de cartas entre ambos, com grandes elogios ao poeta. Em março, viajou com Eugênia para São Paulo. Decidira ali - na Faculdade de Direito de São Paulo - continuar seus estudos, e se matriculou no 3º ano do curso de Direito.

Continuou principalmente a produção intensa dos seus poemas líricos e heróicos, publicados nos jornais ou recitados nas festas literárias. A 7 de setembro de 1868, fez a apresentação pública de Tragédia no ma, que depois ganharia o nome de O navio negreiro. No dia 25 de outubro, foi reapresentada sua peça Gonzaga no Teatro São José.

Desfaz-se em 28 de agosto de 1868 sua ligação com Eugênia Câmara. Castro Alves foi aprovado nos exames da faculdade de Direito e a 11 de novembro. Tuberculoso, aventara uma estadia na cidade de Caetité, onde moravam seus tios e morrera o avô materno (o Major Silva Castro, herói da Independência da Bahia). Lá, resolveu realizar uma caçada e feriu o pé com um tiro. Disso resultou longa enfermidade e algumas cirurgias, chegando ao Rio no começo de 1869, para salvar a vida, fazer uma amputação.

Em março de 1869, matriculou-se no quarto ano do curso jurídico, mas em 20 de maio, tendo piorado seu estado, decidiu viajar para o Rio de Janeiro, onde seu pé foi amputado em junho. No dia 31 de outubro, assistiu a uma representação de Eugênia Câmara, no Teatro Fênix Dramática. Ali a viu por última vez, pois a 25 de novembro decidiu partir para Salvador.

Mutilado, estava obrigado a procurar o consolo da família e os bons ares do sertão.Em fevereiro de 1870 seguiu para Curralinho para melhorar a tuberculose que se agravara, viveu na fazenda Santa Isabel, em Itaberaba. Em setembro, voltou para Salvador.

Sua última aparição em púbico foi em 10 de fevereiro de 1871 numa récita beneficente. Morreu às três e meia da tarde, no solar da família no Sodré, Salvador, Bahia, em 6 de Julho de 1871.

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