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29 de set. de 2008

Auto-retrato

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão de altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,
Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.

Bocage

Urselina gentil, benigna e pura

Urselina gentil, benigna e pura,
Eis nas asas sutis de um ai cansado,
A ti meu coração voa, alagado
Em torrenetes de sangue e ternura.

Põe-lhe os olhos, meu bem; vê com brandura
Seu miserável, doloroso estado;
Que, nas garras da morte já cravado,
A fé, que te jurava, inda te jura.

Põe-lhe os olhos, meu bem, suavemente,
Põe-lhe os mimosos dedos na ferida,
Palpa de Amor a vítima inocente.

E por milagre deles, ó querida,
Verás cerrar-se o golpe, e, de repente,
Em ondas de prazer tornar-lhe a vida

Bocage

27 de set. de 2008

Soneto Do Epitáfio

II SONETO DO EPITÁFIO

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".

Bocage - Arcadismo

25 de set. de 2008

Olha, Marília, as flautas dos pastores

Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?

Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.

Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurrando gira.

Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a noite me causara.


Bocage.

Descrição da amada e do locus amenus.

Já Bocage não sou!... À cova escura

Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento;
Musa!... Tivera algum merecimento
Se um raio de razão seguisse pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria.

Outro Aretino fui... A santidade
Manchei - ... Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!


Neste poema podemos ver claramente características pré-românticas ( indirentamente desejo de morte,fim da vida) e elementos neoclássicos (presença da mitologia - Musa).Podemos ver pelo tom das palavras que esse poema é do fim da vida de Bocage.

Soneto XX de Claudio Manuel da Costa

XX

Ai de mim! como estou tão descuidado!
Como do meu rebanho assim me esqueço,
Que vendo o trasmalhar no mato espesso,
Em lugar de o tornar, fico pasmado!

Ouço o rumor que faz desaforado
O lobo nos redis; ouço o sucesso
Da ovelha, do pastor; e desconheço
Não menos, do que ao dono, o mesmo gado:

Da fonte dos meus olhos nunca enxuta
A corrente fatal, fico indeciso,
Ao ver, quanto em meu dano se executa.

Um pouco apenas meu pesar suavizo,
Quando nas serras o meu mal se escuta;
Que triste alívio! ah infeliz Daliso!

Soneto XVIII de Cláudio Manuel da Costa

XVIII

Aquela cinta azul, que o céu estende
A nossa mão esquerda, aquele grito,
Com que está toda a noite o corvo aflito
Dizendo um não sei quê, que não se entende;

Levantar me de um sonho, quando atende
O meu ouvido um mísero conflito,
A tempo, que o voraz lobo maldito
A minha ovelha mais mimosa ofende;

Encontrar a dormir tão preguiçoso
Melampo, o meu fiel, que na manada
Sempre desperto está, sempre ansioso;

Ah! queira Deus, que minta a sorte irada:
Mas de tão triste agouro cuidadoso
Só me lembro de Nise, e de mais nada.

Arcadismo

O que foi:

O Arcadismo foi um estilo literário que perdurou pela maioria do século XVIII, tendo como principal característica o bucolismo, elevando a vida despreocupada e idealizada nos campos. Muitos dos participantes da Conjuração Mineira foram poetas árcades.Esse movimento se iniciou em 1756, com a fundação da Arcádia Lusitana,que buscava ''cortar o inútil'' e fazer poesias simples.Os poetas da época procuravam restaurar os valores clássicos,se aproximando das propostas renascentistas do século XVI e da antiguidade greco-romana.

Esse movimento foi influenciado por acontecimentos da época,tais como revolução francesa e iluminismo ,influências essas que se extenderam até os movimentos literários seguintes.O que contrasta muito com a poesia,que se torna meio ''artificial''',pois fala de um mundo ideal,simples e tranquilo,enquanto o mundo passava por uma época de efervescência política e polêmica cultural.

Características gerais:

Forma:Possui estrofação rígida e simétrica.A busca pelas rimas elaboradas e ricas,a aaparente simplicidade vocabular que esconde a busca pela palavra correta são características do Classicismo que se mantiveram no movimento árcade.

Tema:No arcadismo,deve se destacar o bucolismo,ou seja,a busca pela natureza e pelo campo , a busca do racional ,do verdadeiro e do mundo ideal,que se resume em uma vida simples e harmônica.Nada deve ser exagerado.Valoriza a mitologia e o pastorismo.

4 ''lemas'' do Arcadismo:

Carpe Diem quam minimum credula postero:(aproveite o momento confiando o mínimo possível no futuro)


Fugere urbe (fugir da cidade)=> Busca dos valores da natureza


Locus amenus (lugar ameno)=> idealização de lugar ideal,o lugar perfeito


Inutilia truncat(cortar o inútil)=>preceito básico do Arcadismo que indica que as frases devem ser simples e sem complicações

Cláudio Manuel da Costa

Cláudio Manuel da Costa (Vargem do Itacolomi, hoje Mariana, 5 de junho de 1729 — Vila Rica, 4 de julho de 1789) foi um jurista e poeta luso-brasileiro da época colonial .Ele é apontado como o poeta masi preso aos moldes arcádicos,com metrificação e linguagem corretos.

Filho de João Gonçalves da Costa, português, e Teresa Ribeira de Alvarenga, mineira, nasceu no sítio da Vargem do Itacolomi, freguesia da vila do Ribeirão do Carmo, atual cidade de Mariana em Minas Gerais.

Tornou-se conhecido principalmente pela sua obra poética e pelo seu envolvimento na Inconfidência Mineira. Contudo, foi também advogado de prestígio, fazendeiro abastado, cidadão ilustre, pensador de mente aberta e mecenas do Aleijadinho.


Aos sessenta anos foi comprometido na chamada Conjuração Mineira. Preso e, para alguns, apavorado com as conseqüências da tremenda acusação de réu de inconfidência, morreu em circunstâncias obscuras, em Vila Rica, no dia 4 de julho de 1789, quando teria se suicidado na prisão.

Os registros da trajetória da vida de Cláudio revelam uma bem sucedida carreira no campo político, literário e profissional. Foi secretário de vários governadores, poeta admirado até em Portugal e advogado dos principais negociantes da capitania no seu tempo. Acumulou ampla fortuna e sua casa em Vila Rica, era uma das melhores vivendas da capital. Sólida e construção que ainda lá está a desafiar o tempo.

A memória de Cláudio Manuel da Costa, porém, não teve a mesma sorte. Até hoje paira sobre ele a suspeita de ter sido um miserável covarde que traiu os amigos e se suicidou na prisão. Outros negam até a própria relevância da sua participação na inconfidência mineira, pintando-o como um simples expectador privilegiado, amigo de Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto, freqüentadores assíduos dos saraus que ele promovia.

Cláudio tentou, ele próprio, diminuir a relevância da sua participação na conspiração, mas estava apenas tentando reduzir o peso da sua culpa diante dos juizes da devassa.Os clássicos da historiografia da inconfidência mineira são unânimes em valorizar sua participação no movimento. Parece que ele era meio descrente com as chances militares da conspiração. Mas não deixou de influenciar no lado mais intelectualizado do movimento, especialmente no que diz respeito à construção do edifício jurídico projetado para a república que pretendiam implantar em Minas Gerais, no final do século XVIII.

Sua maior contribuição são os sonetos,que abordam o tema pastoril envolvendo musas e ninfas inatingíveis.Muitas vezes chama a natureza para o consolo de seus males.

Marília De Dirceu

Lira II

Pintam, Marília, os Poetas
A um menino vendado,
Com uma aljava de setas,
Arco empunhado na mão;
Ligeiras asas nos ombros,
O tenro corpo despido,
E de Amor, ou de Cupido
São os nomes, que lhe dão.


Porém eu, Marília, nego,
Que assim seja Amor; pois ele
Nem é moço, nem é cego,
Nem setas, nem asas tem.
Ora pois, eu vou formar-lhe
Um retrato mais perfeito,
Que ele já feriu meu peito;
Por isso o conheço bem.


Os seus compridos cabelos,
Que sobre as costas ondeiam,
São que os de Apolo mais belos;
Mas de loura cor não são.
Têm a cor da negra noite;
E com o branco do rosto
Fazem, Marília, um composto
Da mais formosa união.


Tem redonda, e lisa testa,
Arqueadas sobrancelhas;
A voz meiga, a vista honesta,
E seus olhos são uns sóis.
Aqui vence Amor ao Céu,
Que no dia luminoso
O Céu tem um Sol formoso,
E o travesso Amor tem dois.

Na sua face mimosa,
Marília, estão misturadas
Purpúreas folhas de rosa,
Brancas folhas de jasmim.
Dos rubins mais preciosos
Os seus beiços são formados;
Os seus dentes delicados
São pedaços de marfim.

...




Lira III

Tu não verás, Marília, cem cativos
Tirarem o cascalho, e a rica, terra,
Ou dos cercos dos rios caudalosos,

Ou da minada serra.

Não verás separar ao hábil negro
Do pesado esmeril a grossa areia,
E já brilharem os granetes de ouro

No fundo da bateia.

Não verás derrubar os virgens matos;
Queimar as capoeiras ainda novas;
Servir de adubo à terra a fértil cinza;

Lançar os grãos nas covas.

Não verás enrolar negros pacotes
Das secas folhas do cheiroso fumo;
Nem espremer entre as dentadas rodas

Da doce cana o sumo.

Verás em cima da espaçosa mesa
Altos volumes de enredados feitos;
Ver-me-ás folhear os grande livros,

E decidir os pleitos.

Enquanto revolver os meus consultos.
Tu me farás gostosa companhia,
Lendo os fatos da sábia mestra história,

E os cantos da poesia.

Lerás em alta voz a imagem bela,
Eu vendo que lhe dás o justo apreço,
Gostoso tornarei a ler de novo

O cansado processo.

Se encontrares louvada uma beleza,
Marília, não lhe invejes a ventura,
Que tens quem leve à mais remota idade

A tua formosura.

Tomás Antônio de Gonzaga


Para ler na íntegra visite http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/marilia.html

Tomás Antônio de Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga (Miragaia, 11 de agosto de 1744 — Ilha de Moçambique, 1810), cujo nome arcádico é Dirceu, foi um jurista, poeta e ativista político luso-brasileiro.É o maior poeta do Arcadismo no Brasil , é ainda hoje estudado em escolas e universidades por seu famoso poema,"Marília de Dirceu"

Nascido em Miragaia, freguesia da cidade portuguesa do Porto, em prédio hoje devidamente assinalado. Era filho de mãe portuguesa e pai brasileiro.



Órfão de mãe no primeiro ano de vida, mudou-se com o pai, magistrado brasileiro para Pernambuco em 1751 depois para a Bahia, onde estudou no Colégio dos Jesuítas.Voltou para Portugal,formando-se em direito e foi Juiz de Beja.Voltou par ao Brasil como ouvidor de Vila Rica, em 1782,época que escreveu a maior parte de suas obras. Um ano depois conheceu a adolescente de apenas quinze anos Maria Dorotéia Joaquina de Seixas Brandão, a pastora Marília em uma das possíveis interpretações de seus poemas, que teria sido imortalizada em sua obra lírica (Marília de Dirceu) - apesar de ser muito discutível essa versão, tendo em vista as regras retórico-poéticas que prevaleciam no século XVIII, época em que o poema fora escrito.

Durante sua permanência em Minas Gerais, escreve Cartas Chilenas, poema satírico em forma de epístolas, uma violenta crítica ao governo colonial. Promovido a desembargador da relação da Bahia em 1786, resolve pedir em casamento Maria Dorotéia dois anos depois. O casamento é marcado para o final do mês de maio de 1789. Como era pobre e bem mais velho que ela, sofreu oposição da família da noiva.

Apesar do pequeno papel na Inconfidência Mineira, é acusado de conspiração e preso em 1789, cumprindo sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, tendo seus bens confiscados. Foi, portanto, separado de sua amada, Maria Dorotéia. Sua implicância na Inconfidência Mineira parece ter sido fruto de calúnias arquitetadas por seus adversários. Permanece em reclusão por três anos, durante os quais, teria escrito a maior parte das liras atribuídas a ele, pois não há registros de assinatura em qualquer uma de suas poesias. Em 1792, sua pena é comutada em desterro e o poeta é enviado a costa oriental da África, a fim de cumprir, em Moçambique, a sentença de dez anos de degredo.

No país africano trabalha como advogado e hospeda-se em casa de abastado comerciante de escravos, vindo a se casar em 1793 com a filha dele, Juliana de Sousa Mascarenhas ("pessoa de muitos dotes e poucas letras"),com quem teve dois filhos: Ana Mascarenhas Gonzaga e Alexandre Mascarenhas Gonzaga, vivendo depois disso, durante quinze anos, rico e considerado, até morrer em 1810, acometido por uma grave doença.

Marília de Dirceu

Sua mais famosa obra.Conta a história de seus amores com Maria Dorotéia.O poema é escrito com grande variedade de rimos e estrofes.

É um poema de leitura obrigatória,devido a simplicidade que ele se dirige à sua amada e pela leveza que ele conduz seus apelos sentimentais.Nesse poema são refletidos tanto a beleza natural brasileira quanto o ambiente social do Brasil na época.

Cartas Chilenas

As Cartas Chilenas são uma sátira sobre os desmando administrativos do governador de Minas Gerais,Luís da Cunha Meneses.Para disfarçar e não ser perseguido,ele coloca o poema em Santiago,no Chile,o que equeivaleria a Minas. São uma coleção de treze cartas, assinadas por Critilo e endereçadas a Doroteu, residente em Madri.

Critilo é um habitante de Santiago do Chile (na verdade Vila Rica), narra os desmandos despóticos e narcisistas do governador chileno Fanfarrão Minésio (na realidade, Luís da Cunha Menezes, governador de Minas até a Inconfidência Mineira).

Por muito tempo discutiu-se a autoria das Cartas Chilenas. A dúvida só acabou após estudos de Afonso Arinos e, principalmente, de Rodrigues Lapa, comparando a obra com cada um dos elementos do "Grupo Mineiro", possíveis autores, quando se concluiu que o verdadeiro autor é Tomás Antônio Gonzaga e que Critilo é ele mesmo e Doroteu, Cláudio Manuel da Costa.Possuem um alto valor documentário,pois fazem um retrato social da época.

Cagando estava a dama mais formosa

Cagando estava a dama mais formosa,

E nunca se viu cu de tanta alvura;

Porém o ver cagar a formosura

Mete nojo à vontade mais gulosa!



Ela a massa expulsou fedentinosa

Com algum custo, porque estava dura;

Uma carta d'amores de alimpadura

Serviu àquela parte malcheirosa:



Ora mandem à moça mais bonita

Um escrito d'amor que lisonjeiro

Afetos move, corações incita:



Para o ir ver servir de reposteiro

À porta, onde o fedor, e a trampa habita,

Do sombrio palácio do alcatreiro!

Manuel Maria Barbosa du Bocage

*obs:Algumas pessoas creditam este poema ao Abade de Jazente

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805), poeta português e uns dos maiores poetas do século XVIII e o mais importante representante doArcadismo. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.

Primo em segundo grau do zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage(Funchal, 1823 — Lisboa, 1907) ,um zoólogo e político português.

Sua mãe era segunda sobrinha da célebre poetisa francesa, madame Marie Anne Le Page du Bocage, tradutora do "Paraíso" de Milton, imitadora da "Morte de Abel", de Gessner, e autora da tragédia "As Amazonas" e do poema épico em dez cantos "A Columbiada", que lhe mereceu a coroa de louros de Voltaire e o primeiro prémio da academia de Rouen.

Sua vida foi infeliz.Cercado por má-fortuna e amores infelizes.Se apaixonou por Gertrudes(em seus poemas,Gertrúria),filha do governador e Outão.Alistou-se na marinha,provavelmente por causa de um amor infeliz.Por causa de seu alistamento acabou conhecendo boa parte da vida boêmia de Lisboa.Novamente influenciado por baixos amores,deserta o exército.


Voltando para Portugal,encontra sua amada Gertrudes casda com seu irmão.Sem carreira nem dinheiro,volta para à boêmia.Adere a Nova arcádia,mas seu senso crítico e insubmisso logo fa com que ele começe a criticar os poetas dessa sociedade.Por ser dedesordenado nos costumes e devido ao senso crítico em seus poemas,foi preso e entregue ao poder inquisitorial.Após cumprir a pena,é consumido pela doença e pela miséria,escrevendo seus poemas mais significativos à beira da morte.

Como satírico,sua produção é menos relevante.Como lírico,é colocado ao lado de Camões e Antero de Quental.Caracterizado por confissões dramáticas de experiências vividas , certo irracionalismo,testeminhos de suas andanças, e de seus tormentos de alma,e no final de sua vida,pessimismo e morte,características do Pré romantismo.Suas produções ricas de sensibilidade ,tensão dramática e sinceridade também são características pré romantics, além da libertação da emoção poética,fugindo dos modelos árcades.