II SONETO DO EPITÁFIO
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
Bocage - Arcadismo
a·byss·al 1. of or like an abyss; immeasurable; unfathomable. 2. of or pertaining to the biogeographic zone of the ocean bottom between the bathyal and hadal zones: from depths of approximately 13,000 to 21,000 ft. spec·ter 1. a visible incorporeal spirit, esp. one of a terrifying nature; ghost; phantom; apparition. 2. some object or source of terror or dread: the specter of disease or famine.
27 de set. de 2008
Soneto Do Epitáfio
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