27 de set. de 2008

Soares De Passos

António Augusto Soares de Passos (Porto, 27 de Novembro de 1826 – Porto, 8 de Fevereiro de 1860) foi o poeta que melhor representou a segunda geração do romantismo em Portugal.

Nasceu na média burguesia da cidade do Porto e viveu largas temporadas da infância com o pai ausente, fugido às perseguições que lhe moveram durante as guerras civis pelas suas ideias liberais, o que teria dado ao seu temperamento algo soturno. Tendo aprendido francês e inglês durante a juventude, ingressou na Universidade de Coimbra, em 1849, para cursar Direito.

Em Coimbra conviveu com outros estudantes do Porto, como Alexandre Braga, Silva Ferraz e Aires de Gouveia, com quem fundou, em 1851, a revista Novo Trovador. Em 1854, já formado, regressou ao Porto e, depois de uma passagem pelo Tribunal da Relação do Porto, decide dedicar-se exclusivamente à literatura, colaborando activamente nos jornais de poesia O Bardo (1852-1854) e A Grinalda (1855-1869) e preparando a edição em volume das suas Poesias (1856).

Sua fama foi muito ajudada por sua frequência dos salões portuenses e graças o bom acolhimento dos críticos, nomeadamente de Alexandre Herculano que, em carta, considerou Soares de Passos como "o primeiro poeta lírico português deste século" (referindo-se ao século XIX).

Pessimista e derrotista,compões poesias nefastas,sombrias,muitas vezes ambientadas em cemitérios.Apesar de seus exageros românticos,ele é classificado como um autêntico poeta,que viveu toda a dor e tristeza descritos em suas obras.Ele se dedicou simultaneamente a uma poesia delicada, reflexo da dor pessoal, do sentimento amoroso ou trágico e marcada pelo espectro real da morte (Soares de Passos sofria, desde jovem, de tuberculose,doença que acabou o matando precocemente aos trinta e quatro anos).

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